Instituição de ensino:

Universidade de São Paulo (USP)

Programa:

Sociologia

Autor:

Gladys Teresita Lechini

Titulação:

Doutorado

Ano de defesa:

2003

Link:

 http://www.revistas.usp.br/africa/article/view/74475

Resumo:

 Esta tese analisa a política exterior argentina para os estados africanos desde sua independência até o ano 2000. Sustenta-se que a Argentina desenvolveu uma política por impulsos, espasmódica, de baixo perfil, acorde com a baixa prioridade desses temas em sua agenda externa. Enquanto que com a África do Sul racista manteve uma política dual -a relação bilateral não se condizia com as posições multilaterais- e ambígua, caso se enfrentasse à opção entre a África do Sul e os outros estados africanos. O governo de Alfonsín marcou um quebra porque iniciou um desenho de política africana que se traduziu em ações políticas, sendo a mais relevante a decisão de romper relações diplomáticas com a África do Sul. Mas a falta de continuidade nos desenhos impediu transformar o impulso intenso em uma política. Ainda que com o governo de Menem os estados do continente africano tenham diminuído de perfil na agenda externa, a recomposição das relações diplomáticas com a África do Sul e a visita do presidente pareceram assinalar uma escolha. No entanto, embora tenham-se intensificado os contatos governamentais e privados, foi apenas outro intenso impulso que ficou preso no tradicional formato de relações colocadas com a África. A utilização da política africana do Brasil como marco referencial permitiu verificar as hipóteses colocadas, pois, a diferença da Argentina, o Brasil foi construindo ao longo dos anos uma política para os estados africanos.

Orientador:

José César Aprilanti Gnaccarini

Palavras-chave:

Democracia; Construção possível; Regionalismo