Instituição de ensino:

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Programa:

História

Autor:

Vitor Wagner Neto de Oliveira

Titulação:

Doutorado

Ano de defesa:

2006

Link:

 

http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/zeus/auth.php?back=http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000376492&go=x&code=x&unit=x

Resumo:

 Tendo o navio, o rio e o porto como espaços privilegiados e os tripulantes como personagens principais, a pesquisa aborda os ?mundos do trabalho? no caminho fluído dos rios da Prata e Paraguai, passando pelas cidades portos de Buenos Aires, Montevidéu, Assunção e Corumbá, ligadas fisicamente pelas águas da Bacia Platina e, numa perspectiva social, pelas relações de trabalho e de resistência operária, no início do século XX. A narrativa pretende apresentar as experiências dos trabalhadores marítimos que delineiam proximidades para além fronteiras nacionais, contribuindo para romper com barreiras historiográficas que se desenham conforme os limites geo-econômicos nacionais. Apresentam-se, de início, os ambientes naturais apreendidos como espaços que se formam ao sofrerem a ação do homem, portanto, espaços dinâmicos que estabelecem fronteiras que podem não coincidir com as linhas demarcadas pelos Estados. A mobilidade da fronteira possibilita o emprego de mão-de-obra precarizada em Mato Grosso, arregimentada no Paraguai e no norte Argentino. Da mesma forma, a urbanização de cidades do antigo Sul de Mato Grosso é explicada a partir dessa percepção de transnacionalização da região. No interior dos navios que faziam a ligação entre o Mato Grosso e o Prata, visualiza-se a conjugação do tempo da natureza, do tempo da máquina a vapor e das relações que os homens estabeleciam com esses elementos e entre si no cotidiano do trabalho. Nos bairros portuários, local de moradia e de convivência desses trabalhadores, tenta-se identificar as diferenças e semelhanças dos marítimos com os outros em terra. Na seqüência prioriza-se o estudo das organizações operárias de Assunção, para entender as inter-relações dos movimentos operários no Cone-Sul americano, especialmente dos marítimos. Os momentos de greves e boicotes são privilegiados na apreensão da solidariedade internacional de classe. Finaliza-se a tese apontando para a existência, no Cone-Sul, de duas faces do movimento operário: a luta organizada e a repressão coordenada, ambas internacionalmente

Orientador:

Cláudio Henrique de Moraes Batalha

Palavras-chave:

Pessoal da marinha mercante; Movimento operario; Trabalhadores - Condições sociais; Solidariedade; Internacionalismo; Paraguai; Rio, Bacia