Instituição de ensino:

Instituto Rio Branco (IRBr)

Programa:

Diplomacia

Autor:

Ana Paula de Almeida Kobe

Titulação:

Mestrado IRBr

Ano de defesa:

2007

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Resumo:

 O desempenho da política externa de um país está diretamente relacionado com a qualidade dos agentes que a elaboram e a executam. No Brasil, desde a negociação das fronteiras com as nações vizinhas, a partir do final do século XIX, o profissionalismo dos diplomatas tem ganhado destaque. Entre 1870 e 1945, a diplomacia foi capaz de defender, perante a comunidade internacional, os interesses de um Brasil emergente. O diálogo entre o Novo e o Velho Mundo era travado entre suas respectivas elites, que se reconheciam pela identidade de referenciais de cultura e de educação. Os brasileiros cuja incumbência era representar o Brasil destoavam do país agrário, dependente do trabalho escravo e limitado pelo analfabetismo de grande parte da população. Partindo-se dessa idéia, a pesquisa buscou averiguar quais eram os elementos que determinaram a escolha de cidadãos considerados aptos para o mister diplomático. Na transição entre o século XIX e o século XX, o Brasil passou por significativas mudanças: caiu a Monarquia, proclamou-se a República e a economia ganhou incentivos para tornar-se industrializada. O objetivo era a modernidade, que sugeria avanços democráticos. Após a era do Barão do Rio Branco, a seleção dos diplomatas seguiu, com certa regularidade, procedimentos objetivos, a exemplo de concursos públicos. A República incipiente, porém, herdeira de modelos patrimonialistas, não foi capaz de conter certos hibridismos entre critérios objetivos e subjetivos na escolha dos mais aptos para o serviço diplomático. Até a década de 1940, o Brasil percorreu gradativo processo de aquisição de transparência na adoção de critérios a permitir acesso ao funcionalismo público. A diplomacia não esteve alheia às mudanças. Soube adaptar-se aos novos tempos sem perder valores e práticas incorporados pela tradição.

Orientador:

Estevão Chaves de Rezende Martins

Palavras-chave:

Carreira diplomática; Brasil