Instituição de ensino:

Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ)

Programa:

Ciência Política

Autor:

Maurício Santoro Rocha

Titulação:

Mestrado

Ano de defesa:

2003

Link:

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Resumo:

 Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 foram um marco para a política externa dos EUA, levando à implantação de uma doutrina estratégica de expansão do poder americano no Oriente Médio e na Ásia Central. No entanto, os itens principais da Doutrina Bush não são uma resposta improvisada aos ataques de Bin Laden, mas fazem parte de uma agenda política esboçada ao longo dos anos 90, em seguida ao colapso da União Soviética. O 11 de setembro funcionou como um catalizador que permitiu ao Partido Republicano a imposição desse programa, gerando crises internacionais como a guerra do Afeganistão e a disputa diplomática com os aliados europeus. A "guerra preventiva" contra o Iraque é o teste principal da nova doutrina, enquanto as tensas negociações com a Coréia do Norte em torno da posse de armas de destruição em massa explicitam os limites da hegemonia americana. Os custos econômicos e humanos da política externa expansionista dos EUA também lançam dúvidas sobre a viabilidade da estratégia do governo Bush, no contexto de problemas domésticos como o aumento do desemprego e do déficit federal, e da resistência à ocupação americana no Afeganistão e no Iraque.

Orientador:

Cesar Augusto Coelho Guimarães

Palavras-chave:

Política externa; Doutrina Bush; EUA; Terrorismo