Instituição de ensino:

Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Programa:

História

Autor:

Jorge Luís dos Santos Alves

Titulação:

Mestrado

Ano de defesa:

1999

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Resumo:

 Este trabalho analisa as relações luso-brasileiras no período da Primeira República, fundamentando-se no fenômeno da imigração e de suas vinculações políticas e culturais na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal e sede da maior colônia portuguesa radicada no Brasil na época. Esta questão já foi abordada sob uma perspecticva tradicional que examina estas relações como fundadas na fraternidade. No entanto, a percepção recíproca de cada povo não deixaria de ser marcado pelo preconceito e o estereótipo. Os imigrantes portugueses eram vistos pelos nacionalistas lusófolios como o paradigma do estrangeiro espoliador do povo e das riquezas nacionais. Como reação à lusofobia, a elite da colônia portuguesa elaborou o discurso da fraternidade luso-brasileira ressaltando os laços históricos, culturais e afetivos entre os dois povos. A xenofobia anti-lusitana explicitou-se em dois momentos distintos da Primeira República: na década da fundação do regime (governos Floriano Peixoto e Prudente de Moraes) e no início do acaso do Estado Oligáquico (governos Epitácio Pessoa e Artur Bernardes).

Orientador:

Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves

Palavras-chave:

Xenofobia; Radicalismo Político; Relações Luso-Brasileiros