Instituição de ensino:

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Programa:

Economia Política Internacional

Autor:

Paulo Vitor Sanches Lira

Titulação:

Mestre

Ano de defesa:

2013

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Resumo:

Nesse trabalho buscamos reconstruir a discussão sobre a agenda de Segurança Nacional brasileira, com fins a entender a origem efetiva do aparecimento da ameaça interna como foco dessa política nacional que possuí em seus documentos atuais, referentes à Segurança e Defesa, uma espécie de dilema entre ameaças. Constatamos que a importância da ameaça interna cresce na agenda de Segurança Nacional a partir da Segunda Guerra Mundial, quando a influência dos Estados Unidos se exacerba entre os militares brasileiros, que vão formar já no final da década de 1940 a Escola Superior de Guerra (ESG). A retórica de defesa do Ocidente e o entendimento de uma relação privilegiada dos militares brasileiros com os Estados Unidos criou um movimento paulatino de inserção da ideia do inimigo interno como base da agenda nacional. Nosso argumento aqui é o de que a retórica anticomunista do início dos anos de 1950, tornou-se em menos de uma década em “guerra insurrecional” e, com o fim desse período, nas chamadas “novas ameaças”, que substituíram o comunismo como ameaça e trouxeram o narcoterrorismo como ameaça central.

Orientador:

RAPHAEL PADULA

Palavras-chave:

Segurança Nacional; Brasil; Ameaça interna e externa; Forças Armadas