Instituição de ensino:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Programa:

Ciência Política

Autor:

João Paulo Ferraz Oliveira

Titulação:

Mestre

Ano de defesa:

2013

Link:

http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/BUBD-9FYF6M/disserta__o_jo_o_paulo_ferraz_oliveira.pdf?sequence=1 

Resumo:

A Primavera Árabe, conhecida pelas mobilizações populares em favor da mudança do status quo político no Oriente Médio e Norte da África, ofereceu novas perspectivas e diagnósticos sobre o futuro político na região. O fenômeno político, ao atingir as áreas geopolíticas do Oriente Médio, adquire diferentes trajetórias de mobilização social e alterações do status quo doméstico. No Golfo Pérsico, região caracterizada politicamente pela existência de monarquias sunitas, a Primavera Árabe gerou maiores mobilizações no Bahrein, cuja conjuntura política doméstica é marcada pela disputa entre sunitas e xiitas. Consequentemente, tal sectarismo ofereceu um efeito desestabilizador ao status quo monárquico no Golfo Pérsico. A mobilização de contenção das elites políticas monárquicas se deu através do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), cujos Estados membros são Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Omã e Kuwait. Houve uma intervenção militar no Bahrein que suprimiu, pela via da coerção, os movimentos contestatórios. Esse trabalho argumenta que a eficiência do Conselho de Cooperação do Golfo na contenção dos movimentos contestatórios no Bahrein se dá, primeiro, pela preocupação política diante da ameaça ideológica xiita iraniana, que deslegitima a monarquia sunita no Golfo. Essa preocupação leva os Estados a cooperarem e coordenarem políticas mais profundas no âmbito da organização internacional, dada a externalidade comum a ser contida. Segundo, o Conselho de Cooperação do Golfo apresenta-se como um arcabouço institucional bem consolidado, caracterizado por arenas de negociação estáveis e contínuas e capacitado na produção de informação e assimilação de diversidade institucional. Tais características oferecem eficiência na coordenação política em diversas arenas de negociação, mas, principalmente, em questões securitárias voltadas para a manutenção do status quo. Nesse sentido, o Conselho de Cooperação do Golfo é uma variável importante para explicar a contenção dos movimentos contestatórios no Golfo Pérsico e provedor de políticas conservadoras, geridas coletivamente pelos seus Estados membros e capaz de manter autocracias. Para a realização da pesquisa, fizemos vasta revisão de literatura, utilizando-nos de artigos e livros, dados secundários oriundos de bibliografias especializadas e sites oficiais do Conselho de Cooperação do Golfo e de outras instituições internacionais. Para melhor visualização dos dados, empregou-se o Software MapViewer 7.0, voltado para a geração de mapas temáticos.

Orientador:

Dawisson Elvécio Belém Lopes

Palavras-chave:

Primavera Árabe; Oriente Médio; Norte da África; Golfo Pérsico; Conselho de Cooperação do Golfo; instituições internacionais