Instituição de ensino:

Universidade de Brasília (UnB)

Programa:

Relações Internacionais

Autor:

Patrícia Helena Vicentini

Titulação:

Mestrado

Ano de defesa:

1998

Link:

 Não disponível

Resumo:

 A presente dissertação relaciona três dimensões da realidade internacional: as operações de paz enquanto mecanismos de segurança coletiva, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), e a intervenção na Bósnia-Herzegóvina. O objetivo central é o estudo da incorporação do papel de executar operações de paz pela OTAN como parte das transformações que estão acontecendo na organização a partir das mudanças no sistema internacional com o fim da Guerra Fria. As operações de paz são examinadas sob a categoria histórica comparativa que inclui o seu conceito, suas características e categorias classificatórias, onde são inseridas as problemáticas do uso da força , da imparcialidade das missões e da liderança política e operacional das operações de paz. A OTAN se apresenta como uma alternativa viável à liderança operacional das Nações Unidas para executar operações de paz cuja missão envlove o uso da força , como as operações de peace enforcement e as operações multidimensionais ou de sugunda geração. Baseia-se principalmente na possibilidade de atuação da organização fora de sua área geográfica, em missões não-previstas no artigo 5o do Tratado do Atlântico Norte. A incorporação desta função pela OTAN é apenas um specto das transformações que têm ocorrido na aliança transatlântica. Estas transformações são muito mais complexas que o papel de executado de operações. A intervenção da OTAN na Bósnia-Herzegovina é uma situação específica privilegiada na qual se pode perceber a evolução progressiva da incorporação do papel de administrar conflitos pela OTAN. Primeiramente, durabte o conflito (1992-1995), através da execução de operações de monitoramento e de enforcement (aéreas e marítimas) em apoio à operação de intervenção humanitária da ONU, e após a assinatura do Acordo de Dayton, com a liderança política e operacional da IFOR e da SFOR (dezembro 1995 – junho 1998).

Orientador:

Eduardo Viola

Palavras-chave:

OTAN; Segurança internacional; Pós-Guerra Fria; Bósnia-Herzegovinia