Instituição de ensino:

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Programa:

Filosofia

Autor:

Gabriel Ribeiro Barnabé

Titulação:

Mestrado

Ano de defesa:

2006

Link:

 

http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/zeus/auth.php?back=http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000371933&go=x&code=x&unit=x

Resumo:

 O realismo e o racionalismo são dois paradigmas que refletem os eixos que orientam as relações internacionais; a cooperação e o conflito. O pensamento de Hobbes, que se aproxima do realismo, entende o cenário internacional como predominante de conflito devido aos Estados buscarem a acumulação indefinida de poder e possuírem o direito natural sobre todas as coisas. Os pensamentos de Locke e Grotius se aproximam do paradigma do racionalismo, pois acreditam que os Estados podem ser racionalmente induzidos à cooperação. Para Locke, o cenário internacional é de paz enquanto a lei natural for cumprida. A violação da lei natural autoriza uma guerra justa. De acordo com Grotius, o homem possui naturalmente o desejo de viver em sociedade ordenada segundo sua reta razão. Grotius conjuga realistas e racionalistas ao argumentar pelo estabelecimento de regras mínimas para o mínimo de sociabilidade. A violação dessas regras mínimas autoriza uma guerra justa. Concluiremos que os pensamentos dos três filósofos são complementares para uma visão unificada dos fenômenos internacionais

Orientador:

José Oscar de Almeida Marques

Palavras-chave:

Guerra (Direito internacional publico); Realismo; Racionalismo; Teoria das Relações Internacionais