Instituição de ensino:

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Programa:

História

Autor:

Ricardo Pereira Cabral

Titulação:

Mestrado

Ano de defesa:

2005

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Resumo:

 Nesta pesquisa pretendemos comparar similitudes e divergências, a partir das perspectivas geopolíticas e geoestratégicas, relacionadas à política externa brasileira e norte-americana para a análise do sistema de segurança hemisférico, dois Estados que são ao mesmo tempo parceiros e rivais. Tendo como pano de fundo o novo cenário mundial aberto pelo fim da Guerra Fria na década de 1990, utilizaremos como bases os conceitos de segurança e defesa que nortearam direta ou indiretamente a elaboração da política externa do Brasil em relação à América do Sul e aos EUA. Tal recorte nos permitirá perceber a impossibilidade de elaboração de uma estratégia comum de segurança para o continente americano e a necessidade da América do Sul, tendo em vista suas especificidades, buscar a construção de um conceito de segurança e instrumentos de segurança coletiva e cooperativa. Esse trabalho visa, também, reincorporar, no campo da discussão da política externa brasileira, as perspectivas oferecidas pelas teorias geopolíticas, estratégicas e geoestratégicas, além das implicações referentes à defesa e a segurança nacional sul-americana, superando a condução de uma política externa excessivamente concentrada nos assuntos econômicos. A crise dos mísseis de Cuba (1962) e a Guerra das Malvinas (1982) nos servem como referentes para pensarmos como uma perspectiva continental de segurança foi posta em segundo plano pelos EUA, que recusou convocar o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) para resolver a questão. O Brasil, ainda que de maneira limitada, apoiou os argentinos e percebeu que as alianças norte-americanas tinham prioridades e que o teatro do Atlântico Norte era bem mais importante nessa conjuntura. Acreditamos que as várias políticas desenvolvidas pelos Estados Unidos, da Doutrina Monroe (1823) a Alca, procuram delimitar as Américas como seu espaço hegemônico. O fim da Guerra Fria e o processo de redemocratização latino-americano abriram espaço para as iniciativas brasileiras para a construção um novo sistema de segurança regional, que incorpore também a integração política e econômica sul-americana.

Orientador:

Francisco Carlos Teixeira da Silva

Palavras-chave:

Brasil; EUA; Política externa; Pós-Guerra Fria