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FUNAG publica o Volume VI do “Barão do Rio-Branco - Cadernos de Notas (maio de 1895 - abril 1901), do embaixador Affonso José Santos

 

BaraoRioBranco

 

Com este sexto volume "Anexos", completa-se a transcrição, editada e comentada, dos Cadernos de Notas do Barão do Rio-Branco, referentes aos quase seis anos, entre maio de 1895 a abril de 1901, período decisivo para a solução de questão de fronteiras entre o Brasil e a Guiana Francesa, questão essa que havia resistido a diversas tentativas de negociação, incialmente entre Portugal e França, continuadas durante o Império e que chegaram ao seu ponto culminante, já na República.

Os referidos Cadernos, juntamente com os documentos oficiais brasileiros e franceses, além de documentos de outras origens, serviram como fontes primárias, sobre as quais se montou a narrativa evolutiva que culminou no acerto entre Brasil e França de se submeter a questão a arbitramento, com a escolha do Conselho Federal da Suíça como autoridade arbitral.

Por se tratar de trabalho sobre questão de limites, foram acrescentados alguns dos mapas utilizados por Rio-Branco, nas Memórias que submeteu ao árbitro. Dentre assuntos específicos tratados neste último volume, figura o “Breve Histórico da Desavença entre Rio-Branco e o general Dionysio Cerqueira”, capítulo desconhecido que teve seu início durante arbitramento anterior e se estendeu a ponto de ameaçar o trabalho de Rio-Branco, na questão com a França. O volume contém, ainda, a transcrição da troca de correspondência entre Rio-Branco e Virgile Rossel, bem como aquela entre Rio-Branco e Emílio Goeldi e lança nova luz sobre as colaborações pouco conhecidas de ambos, muitas vezes interpretadas de maneira errônea quanto à importância relativa dos serviços que prestaram a Rio-Branco.

Este último volume contém a transcrição de relatório que Goeldi preparou, já como diretor do então Museu do Pará, após viagem entre o Oiapoque e o rio Amazonas, encomendada pelo governo do Pará e, como não poderia faltar em trabalho sobre processo de arbitramento, figura a transcrição da sentença arbitral do Conselho Federal suíço, em sua versão original.

Completa-se, assim, a obra, em seis volumes, do embaixador Affonso José dos Santos, considerada por Rubens Ricupero, no prefácio, não possuir "nenhum paralelo na historiografia da diplomacia brasileira". Trata-se, segundo ele, de um exemplar "estudo de caso" que descreve a partir dos Cadernos de Notas do barão do Rio Branco e de riquíssima documentação do Quai d´Orsay o processo de resolução do diferindo de limites entre o Brasil e a Guiana Francesa, dos mais complexos na formação e consolidação do território brasileiro.  

O livro está disponível para download gratuito na biblioteca digital da FUNAG.

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