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Ministro Mauro Vieira preside abertura do V Curso para Diplomatas Africanos

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O Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Mauro Vieira, fez o discurso de abertura do V Curso para Diplomatas Africanos, em Brasília, na manhã do dia 10 de agosto, que contou com a participação da Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), Professora Nilma Lino Gomes; do Subsecretário-Geral Político III, Embaixador Fernando José Marroni de Abreu; do Diretor do Departamento da África, Embaixador Nedilson Ricardo Jorge, e do Chefe de Gabinete do Ministro de Estado das Relações Exteriores, Embaixador Julio Glinternick Bitelli.

Estiveram presentes, também, o Decano dos Embaixadores Africanos, Embaixador Thomas S. Bvuma (Zimbabué), além de representantes de Botsuana (Conselheira Tebatso Future Baleseng), do Egito (Cônsul Ahmed Saleh), de Gana (Embaixador Wallace Agbi Gbedemath) e do Sudão (Ministro-Conselheiro Mohamed Adbelrahman Yasin Mohamed).

Em seu pronunciamento, o Ministro Mauro Vieira salientou que as relações com África constituem interesse estratégico do Brasil. Segundo ele, o Governo e a sociedade valorizam cada vez mais nossas raízes africanas e se interessam cada vez mais pela África. Quase 52% dos brasileiros identificam ali suas raízes mais profundas, o que torna o Brasil o país com a maior população de afrodescendentes fora da África. A valorização da vertente africana de nossa identidade nacional traduz-se numa busca de maior conhecimento da África. A política externa brasileira não só participa desse movimento, mas também esteve em sua origem, já que, há décadas, entende e nutre nossas relações com os países africanos. Na última década, esse impulso ficou ainda mais evidente”.

O Chanceler ressaltou que, além do estreitamento das relações bilaterais com países e organismos regionais africanos, a diplomacia brasileira tem trabalhado pelo estabelecimento e reforço de instrumentos inter-regionais de diálogo e cooperação entre os países sul-americanos e africanos, como demonstram a Cúpula América do Sul-África (ASA), a Cúpula América do Sul-Países Árabes (ASPA) e a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS).

“A ASA, por exemplo, é o único mecanismo a reunir periodicamente líderes africanos e sul-americanos. Constitui foro para o debate de iniciativas conjuntas, em um processo de cooperação horizontal entre países que compartilham problemas e desafios comuns”, concluiu o Ministro.

Por sua vez, a Ministra Nilma Lino Gomes, da Seppir, durante seu pronunciamento, salientou a importância da implementação de políticas públicas que promovam a difusão da cultura e da história afro-brasileira. Como exemplo, a Professora citou a aprovação da Lei Federal 10.639/2003 que, além de inserir conteúdos referentes à História e Cultura-Afro-Brasileira, reconhece e valoriza uma educação com foco na diversidade. Dessa forma, a Ministra acredita que o acesso de negros à produção e apreciação bibliográfica é ampliado.

O Presidente da FUNAG, Embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima, destacou que 76 diplomatas participaram das quatro edições anteriores do curso, que reúne este ano diplomatas representando os países anglófonos África do Sul, Botsuana, Egito, Etiópia, Gana, Malaui, Namíbia, Nigéria, Sudão, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue. Após o primeiro curso, em 2010, a FUNAG realizou edições anglófona (2011), francófona (2012) e lusófona (2013).

“A FUNAG tornou-se instituição líder em número de obras publicadas sobre as relações internacionais no Brasil, das quais 27 têm seu foco na África”, afirmou Moreira Lima.

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