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Palavras do ministro Ernesto Araújo na abertura do Seminário Empresarial Brasil-China – Pequim, 25 de outubro de 2019*

 

Muito bom dia a todos.

Senhor presidente da República, Jair Bolsonaro; senhor Hu Chunhua, vice-primeiro-ministro da República Popular da China, em nome de quem cumprimento todas as autoridades chinesas aqui presentes; senhores ministros do governo brasileiro; senhores parlamentares; senhor governador do Acre; caros amigos; senhoras e senhores.

É com enorme prazer que dou as boas-vindas aqui a todos os presentes, nessa conferência, que demonstra a determinação comum de aumentarmos a parceria econômica entre o Brasil e a China. Consideramos que é de fundamental importância a opinião, a experiência, as ideias e o dinamismo dos empresários brasileiros e chineses para construirmos a parceria Brasil-China da maneira que ela merece e da maneira que esperam de nós as duas sociedades, de modo a gerar emprego, a gerar renda, a gerar crescimento, a gerar dinamismo econômico. Por isso, no dia de hoje, empresas brasileiras e chinesas apresentarão aqui casos de sucesso, de negócios entre o Brasil e a China, trazendo não somente exemplos concretos de coisas que funcionam, mas também indicações dos caminhos que poderemos seguir juntos para aproveitar plenamente as oportunidades que se abrem entre os nossos setores produtivos.

O governo do presidente Jair Bolsonaro está abrindo a economia do Brasil ao mundo e estimulando negócios e investimentos. Vamos aproveitar todo o potencial da economia brasileira, removendo os entraves ao comércio e as barreiras à concorrência que limitam nosso potencial de crescimento. Vamos também integrar melhor o Brasil à economia mundial e às cadeias globais de valor. Já estamos fazendo isso. Estamos recuperando o tempo perdido em transformar o Brasil em um centro de presença muito mais firme, muito mais decidida nessas cadeias globais de valor. Uma dimensão essencial desse esforço é a atração de investimentos ao Brasil, que já estão sendo facilitados por meio da redução da burocracia, pelos nossos robustos programas de investimentos. O governo brasileiro confere, nesse sentido, especial importância à atração de investimentos para projetos estratégicos de infraestrutura, no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que conta com o apoio direto não só do Ministério das Relações Exteriores, mas de praticamente todas as agências do governo brasileiro, várias delas representadas aqui. Isso é algo essencial de se dizer, de se repetir, que hoje o governo brasileiro trabalha em equipe; temos aqui a presença de vários ministros do governo brasileiro, temos aqui a presença do ministro da Casa Civil, por exemplo, que coordena o Programa de Parcerias de Investimentos, da ministra da Agricultura, do ministro das Minas e Energia, do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, todos trabalhando em uníssono para desenvolver e aproveitar essas oportunidades que estão se abrindo.

No caso do Ministério das Relações Exteriores, estamos muito empenhados tanto na agenda de abertura econômica, quanto na agenda de promoção de investimentos, inclusive através da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e de Investimentos (Apex-Brasil), que estamos redinamizando (saúdo o presidente da Apex-Brasil, aqui presente, Sergio Segovia), de uma maneira a termos uma presença determinante aqui na China para a construção dessas novas parcerias. Esperamos novos investimentos chineses, não só infraestrutura. Desde ontem, estamos vendo oportunidades na economia criativa, por exemplo, nas áreas de inovação, de logística. Estamos cada vez mais entusiasmados com as possibilidades dessa parceria; e consideramos também fundamental a presença de investimentos chineses nos setores de exploração de petróleo e gás e energias renováveis, outra dimensão fundamental da nossa interação. Queremos investimentos chineses em novas áreas, como o refino de petróleo e transporte de gás natural, entre outras áreas importantes para os negócios entre o Brasil e a China. Queremos mais turismo da China no Brasil, estamos trabalhando, como o presidente da República já anunciou, de maneira muito acelerada para a facilitação plena do acesso de turistas e homens e mulheres de negócios chineses ao Brasil. Consideramos que essa é uma fronteira que está se abrindo com enormes possibilidades para os dois países, a área do turismo. Também na área de esporte, é uma área que já tem uma vocação natural de intercâmbio entre Brasil e China, não só pelas oportunidades econômicas de investimento no esporte que isso gera, mas também pela dimensão decisiva de contato entre as duas sociedades.

Outro aspecto fundamental é que o Brasil pode contribuir em muito para a segurança alimentar da China. Nas últimas décadas, o Brasil desenvolveu uma capacidade de conciliar produção agrícola com preservação ambiental, mantendo-se simultaneamente como um dos países que mais protegem a sua vegetação nativa e um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Mais de 60% do território brasileiro é coberto por vegetação nativa, com atividades agropecuárias limitadas a cerca de 30% do território, sendo apenas 8% para atividade agrícola, o que dá uma dimensão do enorme potencial do Brasil nessa área e da perspectiva de complementariedade com a China. Esperamos que um número cada vez maior de chineses possa ter acesso aos produtos do nosso agronegócio, produzidos de maneira sustentável, e que a China também contribua para a percepção correta da qualidade e da sustentabilidade do setor agrícola brasileiro.

Os empresários aqui presentes poderão dialogar diretamente no encontro específico de agronegócio, bem como poderão estar presentes em um painel com a ministra da Agricultura do Brasil e as instituições de pesquisa agropecuária. Para finalizar, desejo a todos uma excelente jornada de negócios e que possamos aproveitar esse evento de hoje para aprofundarmos o nosso conhecimento mútuo, nossa interação mútua, sobre os diversos setores das economias do Brasil e da China.

O governo brasileiro, assim como, tenho certeza, o governo chinês, estão plenamente empenhados em criar todas as condições para que essa magnífica comunidade de negócios chinesa e brasileira seja cada vez mais o motor da nova parceria, do crescimento dos negócios e do crescimento econômico dos dois países.

Muito obrigado.

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* Fonte: Ministério das Relações Exteriores

Áudio disponível.

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