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Discurso do Presidente da FUNAG no Seminário sobre o BRICS

 Palavras do Embaixador Sérgio E. Moreira Lima por ocasião do Seminário "Expectativas do BRICS para a VI Cúpula" na Universidade de Fortaleza, no Ceará, em 29 de abril de 2014.

BRICS CEARA

Em primeiro lugar, em nome da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, gostaria de agradecer ao Governador e à Reitora a calorosa acolhida e o convite da Universidade de Fortaleza para participar da organização deste Seminário sobre as "Expectativas do BRICS para a VI Cúpula de Fortaleza".

É um prazer voltar a esta bela capital e testemunhar, mais uma vez, a tradicional hospitalidade do povo cearense e o progresso deste Estado e de suas instituições acadêmicas.

Ressalto com satisfação a parceria da Universidade de Fortaleza com a FUNAG. Em 2012, inauguramos na UNIFOR, com êxito, o ciclo de Conferências sobre Relações Exteriores (CORE). A presença da Fundação hoje neste Seminário aprofunda e consolida o diálogo e a cooperação com a academia e a sociedade civil cearenses.

Muito me honra também nesta cerimônia a companhia dos colegas do Itamaraty e dos Embaixadores da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul no contexto dos trabalhos preparatórios da VI Cúpula do BRICS.

O encontro em Fortaleza dos mais altos dirigentes do BRICS em julho próximo constitui evento de importância histórica, que dará seguimento ao debate de questões de alto interesse para nossos países com repercussão no desenvolvimento sustentável, na melhoria das condições de vida de nossos povos e na agenda internacional. Com efeito, o BRICS representa em seu conjunto 42% da população mundial, o que lhe confere legitimidade e capacidade de influência crescente nos destinos da humanidade. Constitui um polo de articulação diplomática, capaz de induzir mudanças estruturais econômicas e sociais com impacto no sistema internacional.

Por isso, é importante que os países formadores do BRICS se conheçam melhor e que ajudemos na compreensão do que somos e de onde viemos.

O propósito da FUNAG é promover atividades pedagógicas no campo das relações internacionais e da história diplomática do Brasil; bem como estudos e pesquisas sobre problemas a elas atinentes. Busca a Fundação divulgar a política externa brasileira em seus aspectos gerais e ajudar na formação de uma opinião pública sensível aos problemas da convivência internacional.

A FUNAG tornou-se instituição líder brasileira em número de obras publicadas sobre temas da política externa, das relações internacionais e da história diplomática do Brasil. Editou mais de mil livros nos últimos dez anos, em português, inglês e espanhol.

É com orgulho que estamos promovendo no Brasil verdadeira transformação no acesso ao conhecimento das relações internacionais. Todo o acervo da Fundação já se encontra disponível gratuitamente, na Biblioteca Digital do portal eletrônico www.funag.gov.br. Essa facilidade abre as portas do conhecimento a milhões de jovens brasileiros em todo o País.

Atualmente, a maioria dos futuros diplomatas aprovados no exame do Instituto Rio Branco utilizou Manuais dos Candidatos e outras publicações da Fundação, baixadas pela internet. A FUNAG contribui assim para a democratização do acesso à cultura.

O portal trilíngue da FUNAG (português, inglês e espanhol) tem sido procurado de forma crescente também fora do Brasil, inclusive por países de língua portuguesa. Não é sem razão que a Fundação Alexandre de Gusmão acha-se incluída entre os 40 melhores "think tanks" governamentais do mundo.

Para bem cumprir suas atribuições, a FUNAG conta com dois órgãos: o Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI), também em Brasília, e o Centro de História e Documentação Diplomática (CHDD), no Rio de Janeiro. O IPRI mantém cadastro de pesquisadores e de centros de estudo sobre relações internacionais, um banco de teses e dissertações, e um catálogo de periódicos nacionais e internacionais.

Por sua vez, o CHDD responde pelo levantamento, pesquisa e edição de livros que trazem à luz documentação primária, fonte inestimável para pesquisadores e profissionais da área acadêmica. Essas investigações são feitas, sobretudo, a partir dos documentos depositados no Arquivo Histórico e na Mapoteca do Itamaraty no Rio de Janeiro, que contêm o mais rico acervo documental sobre a História Diplomática do País.

Não pretendo estender-me nas informações sobre a Fundação, que podem ser encontradas no folder em português ou em inglês, distribuído a todos os participantes deste Seminário.

Conviria recordar apenas que a parceria com a FUNAG concorre para o intercâmbio de ideias, edição de publicações, organização de seminários e debates que estimulem o desenvolvimento autônomo do pensamento brasileiro no campo das relações internacionais e a melhor compreensão da política externa brasileira.

Em março, no Rio de Janeiro, a FUNAG colaborou com o IPEA para o êxito da Reunião do Conselho de Think Tanks do BRICS e do Foro Acadêmico, buscando a valorização desses encontros como fonte de reflexão e debate de temas de interesse dos países membros do BRICS.

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul compartilham interesses ligados ao desenvolvimento de nossos povos e à visão de uma ordem internacional mais inclusiva e justa que contribua para a promoção desse objetivo comum. Para tanto, ainda é preciso superar as distâncias geográficas e culturais entre nossos países. Em razão da alta prioridade conferida ao BRICS pela diplomacia brasileira, devemos ampliar o conhecimento mútuo e projetar nossos valores, ideais e percepções no cenário internacional.

A FUNAG orgulha-se de poder colaborar com os organizadores desse processo preparatório da VI Cúpula do BRICS. A Fundação Alexandre de Gusmão tem promovido o estudo conjunto de temas da agenda internacional de interesse para o BRICS e contribuído para reforçar uma perspectiva própria que contrabalance certas tendências predominantes nas análises e estudos feitos no plano internacional.

Para tanto é necessário estimular a tradução para o português, o russo, o inglês e o mandarim de obras de especial interesse para os leitores nos cinco países com vistas a facilitar o conhecimento mútuo, por meio da presença dessas publicações em nossos mercados editoriais e também em outros grandes mercados editoriais do mundo.

Entre 2011 e 2013, a FUNAG lançou uma série de debates sobre o tema BRICS, que resultou nos livros “O Brasil, os BRICS e a agenda internacional” e “Debatendo o BRICS”, que deram contribuição à compreensão do tema, suprindo notória lacuna bibliográfica. Em 2011, a FUNAG já havia editado o “Catálogo Bibliográfico BRICS”, obra inédita, em português e inglês, que apresenta conjunto de leituras fundamentais para bem conhecer nossos países. Os dois primeiros livros serão distribuídos aos participantes desse encontro juntamente com o folder da Fundação Alexandre de Gusmão.

Gostaria de renovar o compromisso da FUNAG em aumentar a ainda reduzida oferta mundial de publicações impressas ou on line sobre os objetivos e esforços do BRICS. Com isso, pretendemos atender o interesse em nossos países e o da comunidade internacional com esta plataforma de articulação diplomática.

Por fim, congratulo-me com os organizadores deste Seminário e formulo os melhores votos para que alcance seus objetivos entre os quais a reflexão sobre a importância das relações internacionais num mundo cada vez mais interdependente. Estou certo de que esses resultados contribuirão para promover a cooperação entre nossos países e o êxito da VI Cúpula do BRICS.

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