Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
Publicado: Quarta, 29 de Abril de 2020, 16h00 | Última atualização em Segunda, 11 de Maio de 2020, 15h24

A Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) publica a 35ª edição do Cadernos do CHDD

 

Caderno CHDD1

A Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) publica a 35ª edição do Cadernos do CHDD, revista editada pelo seu Centro de História e Documentação Diplomática (CHDD). O novo número traz correspondências dos primeiros enviados diplomáticos brasileiros aos países vizinhos do rio da Prata e de nossas representações às vésperas da 2ª Guerra Mundial. Nessa edição, a série das embaixadas foca na correspondência com as representações em Tóquio e em Pequim de 1937 a 1939.

Na seleção de documentos sobre o Prata, introduzida por Tiago Coelho Fernandes, estão
transcritos ofícios, despachos e cartas da missão do conselheiro Antonio Manuel Correa da Câmara a Assunção. A missão foi dividida em duas partes, sendo que na primeira, ocorrida no período de 1824 a 1826, o conselheiro chega à capital como cônsul e tem um encontro com José Gaspar Francia. Depois ele se dirige ao Paraguai em 1827 para uma aproximação com o país que seria um aliado confiável, sobretudo pela resistência que demonstrava às ambições de Buenos Aires de reconstituir o Vice-Reinado do Prata.

Na segunda etapa, em 1827, Correa da Câmara, na condição de plenipotenciário, dedica‑se a estabelecer as bases de uma aproximação permanente entre os dois países, a ser expressa por um tratado de amizade. A missão, entretanto, é frustrada, porque Francia se recusa a recebê‑lo, e ele não chega à Assunção. Correa da Câmara escreve uma série de ofícios memoráveis sobre o Paraguai e sobre a região, que correspondem certamente a um dos mais interessantes documentos diplomáticos do período, pelo que revelam sobre o Paraguai de Francia e sobre a situação do Brasil no Prata.

Também nessa edição, a série europeia é interrompida para publicar os ofícios e telegramas das representações brasileiras em Tóquio e Pequim, apresentados com clareza por Pablo Saturnino e Daniel Ayala. As correspondências mostram como a universalização do conflito começa na Ásia em 1937 perto de Pequim, quando um entrevero militar na ponte Marco Polo desencadeia a chamada Segunda Guerra Sino-Japonesa, ocorrida antes e durante da 2ª Guerra Mundial. Assim, fica explícito que os acontecimentos na China e no Japão teriam impactos diretos sobre o precário equilíbrio do sistema mundial de poder, e estavam praticamente dissolvidas as passagens para acordos pacíficos na China.                

Faça o download gratuito da nova edição do Cadernos do CHDD na Biblioteca Digital da FUNAG.

Para falar sobre o lançamento do livro, convidamos para o nosso podcast o diretor do CHDD, embaixador Gelson Fonseca, e os servidores Tiago Fernandes e Pablo Saturnino.

 

Fim do conteúdo da página