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CHDD

O CHDD
Instituído por força do Decreto nº 2.071, de 13 de novembro de 1996 (posteriormente alterado pelos Decretos nº 3.963, de 10 de outubro de 2001 e nº 5.980, de 6 de dezembro de 2006), o Centro de História e Documentação Diplomática (CHDD) é um órgão singular da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), que integra a administração indireta do governo federal, ligada ao Ministério das Relações Exteriores.

MISSÃO
O CHDD tem por finalidade estatutária promover e divulgar estudos e pesquisas sobre história diplomática e das relações internacionais do Brasil, criar e difundir instrumentos de pesquisa, incentivar e promover a edição de livros e periódicos sobre temas de sua competência, e promover a realização de atividades de natureza acadêmica no campo da história diplomática.

NATUREZA DO TRABALHO
Ao longo de sua existência, o corpo de funcionários do CHDD tem dedicado seus esforços ao levantamento, pesquisa e edição de livros, que trazem à luz documentação primária, fonte inestimável para pesquisadores e profissionais da área acadêmica. O princípio que rege os trabalhos do Centro é essencialmente histórico, e não arquivístico, em que pesem as alentadas séries documentais já editadas. Os recortes das pesquisas são temáticos, ou centrados em personalidades históricas, ou visam, ainda, à divulgação de material específico, como no caso das caricaturas que o Barão do Rio Branco colecionou durante o período em que foi Ministro de Estado, e que resultou em livro, publicado ao ensejo do centenário de seu desaparecimento . 

PESQUISAS
Um exemplo de pesquisa temática, esta fruto de cooperação entre o CHDD, a FINEP e a Fundação José Bonifácio, da UFRJ, foi o levantamento da documentação diplomática que comprovou a bem sucedida experiência da transferência de conhecimento levada a efeito pelos agentes diplomáticos brasileiros no exterior durante o Império. Outro exemplo, a correspondência dos titulares das legações brasileiras em Berlim e Paris com o Ministério das Relações Exteriores no período entre guerras, cujo corte temporal estendeu-se até a entrada do Brasil na II Guerra Mundial. Já a correspondência de Joaquim Nabuco em seu período como embaixador em Washington e a de Assis Brasil , enviada dos diversos postos que ocupou, representam um recorte de pesquisa que focaliza a atuação de seus autores.

PUBLICAÇÕES
Merecem destaque algumas publicações do Centro, como o periódico “Cadernos do CHDD”, publicação semestral, que traz à luz pesquisas mais alentadas, divulgadas em etapas, como a que ganhou o título “História Oficial” e saiu em sete edições consecutivas dos “Cadernos”. Trata-se de uma seleção das circulares do Ministério desde a que, em 1815, participava “aos ministros residentes nas cortes estrangeiras a elevação do Estado do Brasil à dignidade de Reino”, até fins de 1945, em que sobressaem temas como a eleição do Brasil para membro temporário do primeiro Conselho de Segurança da ONU e os preparativos para a posse do presidente Dutra. Edições especiais dos “Cadernos”, dedicadas a temas específicos, são organizadas sob a coordenação de membros da academia. 
Editado em 2014, o livro “II Conferência da Paz – Haia 1907” resgatou a correspondência telegráfica do período, depositada no Arquivo Histórico do Itamaraty. Fruto de detido exame e trabalho de comparação dos originais com fontes alternativas, a pesquisa se concentra em duas personalidades proeminentes da história do Brasil, o Barão do Rio Branco e Rui Barbosa, unidas por uma grande causa: a defesa do princípio da igualdade entre as nações, refletida nas mensagens telegráficas trocadas entre o Ministro das Relações Exteriores do Brasil e seu representante na Conferência. Para as novas gerações, o lapso de algumas horas entre a remessa e o recebimento daquelas mensagens – que, em alguns casos, provocaram dilemas cruciais – talvez seja, hoje, difícil de imaginar.

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